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13 de maio de 202612 min de leitura

O que a Sophos acertou sobre o ransomware em 2025, e a pergunta sobre backup que ninguém está fazendo

Nos dados corporativos de ransomware de 2025 da Sophos, a parcela de vítimas que restaurou dados criptografados a partir de backups caiu de 73% para 53%, o menor nível em quatro anos. Por que a confiança no backup passou a ser a métrica que importa.

por BackupSec Team

O que a Sophos acertou sobre o ransomware em 2025, e a pergunta sobre backup que ninguém está fazendo

Um número discreto que deveria estar disparando alarmes

Todos os anos, a Sophos publica o relatório State of Ransomware, baseado no que ela descreve como uma pesquisa independente e neutra em relação a fornecedores com líderes de TI e cibersegurança cujas organizações foram atingidas por ransomware. A edição de 2025, publicada em junho de 2025, cobre 3.400 respondentes em 17 países, de organizações com 100 a 5.000 funcionários. Em dezembro de 2025, a Sophos publicou um recorte separado, The State of Ransomware in Enterprise 2025, com os 1.733 respondentes de empresas com 1.000 a 5.000 funcionários. A Sophos batiza cada relatório com o ano da pesquisa (janeiro a março de 2025), de modo que muitos dos ataques descritos aconteceram em 2024.

Os principais resultados são animadores: as taxas de criptografia de dados estão caindo, a recuperação está ficando mais rápida e menos vítimas estão pagando o resgate.

Mas o relatório corporativo traz um número que deveria estar no quadro branco de todo CISO:

Entre as empresas que tiveram dados criptografados, a parcela que usou backups para restaurá-los caiu de 73% em 2024 para 53% em 2025. A Sophos classifica isso como o menor nível em quatro anos.

Leia de novo. No ano em que os defensores ficaram melhores em deter o ransomware antes da criptografia, as empresas que sofreram criptografia ficaram, de forma mensurável, menos propensas a se recuperar a partir dos próprios backups.

Isso não é uma nota de rodapé. Achamos que é o resultado estrategicamente mais importante dos dados da Sophos. Os números principais contam uma história; os dados de recuperação contam outra. Este artigo percorre o que, a nosso ver, os dados revelam sobre a resiliência a ransomware, e por que a confiança no backup passou a ser a métrica que mais importa.

A narrativa de superfície: a defesa está vencendo

Vamos começar pelas boas notícias, porque elas de fato existem.

Considerando todos os 3.400 respondentes do relatório principal de 2025:

  • A criptografia de dados caiu para 50% dos ataques, contra 70% em 2024, a menor taxa nos seis anos do estudo.
  • O custo médio (média aritmética) de recuperação, sem contar qualquer resgate, caiu de US$ 2,73 milhões para US$ 1,53 milhão.
  • O pagamento mediano de resgate caiu 50%, de US$ 2 milhões em 2024 para US$ 1 milhão em 2025.
  • 53% das vítimas estavam totalmente recuperadas em até uma semana, contra 35% em 2024.
  • 49% das vítimas com dados criptografados pagaram o resgate, contra 56% em 2024.

Entre as empresas, segundo o relatório corporativo:

  • A criptografia de dados caiu para 49% dos ataques, contra 66% em 2024.
  • A parcela de ataques detidos antes da criptografia mais que dobrou em dois anos, de 22% em 2023 para 47% em 2025.

A Sophos lê a queda na criptografia como sinal de que as organizações "are more capable of stopping attacks before the encrypted payload is deployed" (estão mais capazes de deter ataques antes que o payload de criptografia seja implantado), e a recuperação mais rápida como possível sinal de investimento em "cyber incident preparation and recovery readiness" (preparação para incidentes cibernéticos e prontidão para recuperação). Lidos isoladamente, esses números dizem que o setor virou a página.

Aí você chega aos dados de recuperação.

A contradição que revela tudo

Este é o dado que complica a narrativa otimista.

Entre as empresas que tiveram dados criptografados, 53% usaram backups para restaurá-los, contra 73% um ano antes. No mesmo período, 48% pagaram o resgate para recuperar os dados, contra 55% (relatório corporativo). Os dois caminhos encolheram. Perto de um terço (30%) das empresas com dados criptografados disse ter usado outros meios, que, segundo a Sophos, podem incluir "restoration from shadow copies, utilizing endpoint protection rollback features or recovering data from unaffected systems" (restauração a partir de shadow copies, uso de recursos de rollback da proteção de endpoint ou recuperação de dados a partir de sistemas não afetados).

Em 2024, os backups estavam 18 pontos à frente do pagamento de resgate (73% contra 55%). Em 2025, a vantagem era de 5 pontos (53% contra 48%). Menos empresas estão pagando, o que é uma boa notícia. Mas a camada de recuperação que deveria tornar o pagamento desnecessário está carregando menos peso, e não mais.

O próprio resumo da Sophos é direto: "Collectively, these findings point to stronger resistance to demands together with weaknesses and lack of backup resilience" (em conjunto, esses resultados apontam para uma resistência maior às exigências, acompanhada de fragilidades e falta de resiliência dos backups).

Fragilidades e falta de resiliência dos backups: é essa a parte que nos interessa. Os defensores estão ficando melhores em deter os ataques cedo. Mas, quando um ataque dá certo e os dados são criptografados, os backups que deveriam ser a rede de segurança estão sendo usados com menos frequência.

Essa não é uma história sobre o ransomware ficar mais difícil. É uma história sobre a arquitetura de backup ficar exposta.

Por que os backups estão falhando na hora da verdade?

Os relatórios da Sophos não dizem por que o uso de backups caiu. A pesquisa registra como os dados foram recuperados, e não por que os backups foram ou não usados. Os três padrões abaixo são a nossa interpretação, apoiada em dados da Sophos quando eles existem.

Padrão 1: os backups estão sendo comprometidos junto com a produção

Os atacantes vão atrás dos backups de propósito. No estudo da Sophos de 2024 sobre backups comprometidos, 94% das organizações atingidas por ransomware disseram que os atacantes tentaram comprometer seus backups, e 57% dessas tentativas tiveram sucesso. As organizações cujos backups foram comprometidos tiveram quase o dobro de probabilidade de pagar o resgate (67% contra 36%), e o custo mediano de recuperação delas foi oito vezes maior (US$ 3 milhões contra US$ 375.000).

O roubo de dados aumenta a pressão. No relatório corporativo, 30% das empresas que tiveram dados criptografados também tiveram dados roubados (15% de todas as empresas vítimas). Um restore limpo não resolve nada em relação a dados que já saíram de casa.

Se o seu sistema de backup compartilha um domínio, um provedor de identidade ou um conjunto de credenciais com o seu ambiente de produção, ele não é uma camada de recuperação separada. É o próximo alvo na mesma kill chain.

Padrão 2: "backup com sucesso" não é o mesmo que "restore com sucesso"

Os dados corporativos trazem um sinal direto. Das 72 empresas que pagaram mais do que a exigência inicial de resgate, 42% deram este motivo: "Our backups failed or were malfunctioning" (nossos backups falharam ou estavam funcionando mal) (relatório corporativo). O grupo é pequeno, mas são empresas vítimas dizendo com todas as letras que seus backups não resistiram.

O custo humano também é claro. Todas as empresas que tiveram dados criptografados relataram repercussões para a equipe de TI/cibersegurança: 40% relataram mais pressão da alta liderança, 39% mais ansiedade ou estresse em relação a ataques futuros e, em 27% dos casos, a liderança da equipe foi substituída.

Um log de job que diz "sucesso" informa que o backup rodou. Não informa que o restore vai funcionar com a velocidade ou a completude de que o negócio precisa.

Esse é o modo de falha que o "0" da regra 3-2-1-1-0 trata. O guia de boas práticas de segurança da Veeam o define como "0 errors" (0 erros) na verificação automática da recuperabilidade de cada backup com o SureBackup. Um job concluído não é um restore verificado, e a verificação só conta se testar os cenários de recuperação que você enfrentaria num incidente real.

Padrão 3: a camada organizacional é o elo mais fraco

Pela primeira vez, em 2025, a Sophos perguntou às vítimas sobre os fatores organizacionais que as deixaram expostas. Considerando todos os 3.400 respondentes do relatório principal:

  • 40,2% citaram falta de expertise: não ter as habilidades ou o conhecimento para detectar e deter o ataque a tempo.
  • 40,1% citaram lacunas de segurança desconhecidas: fragilidades nas suas defesas de que não tinham conhecimento.
  • 39,4% citaram falta de pessoal ou de capacidade.
  • Os respondentes apontaram, em média, 2,7 fatores contribuintes.

O recorte corporativo é quase idêntico: lacuna de segurança desconhecida (40%), falta de pessoal ou de capacidade (39,2%) e falta de expertise (38,9%) lideram a lista, com três fatores citados em média.

Em termos simples: as equipes de segurança têm falta de pessoas e de habilidades, e pontos cegos que não conseguem enxergar. Nós argumentaríamos que a infraestrutura de backup fica exatamente onde essas três fragilidades se encontram. Quando as pessoas que a operam também cuidam de resposta a incidentes, patches e identidades, ela raramente recebe atenção arquitetural até que um incidente exija que ela entregue resultados.

O que os relatórios setoriais acrescentam

A Sophos também publicou recortes setoriais da pesquisa de 2025.

Em manufatura e produção (332 respondentes), a taxa de criptografia caiu para 40%, a menor em cinco anos, e o pagamento mediano de resgate foi de US$ 1 milhão, contra US$ 1,2 milhão. 47% relataram aumento da ansiedade ou do estresse em relação a ataques futuros na equipe de TI/cibersegurança. O uso de backups se manteve estável em 58%.

No varejo (361 respondentes em 16 países), a taxa de criptografia caiu para 48%, também a menor em cinco anos. Uma lacuna de segurança desconhecida foi o fator operacional mais comum, apontado por 46% das vítimas. 58% dos varejistas com dados criptografados pagaram o resgate, o que a Sophos chama de "the second highest ransom payment rate in five years" (a segunda maior taxa de pagamento de resgate em cinco anos). A exigência mediana de resgate dobrou, de US$ 1 milhão para US$ 2 milhões, e o uso de backups caiu para 62%, o menor em quatro anos.

O quadro setorial é misto: o uso de backups caiu no varejo e se manteve na manufatura. O que os relatórios setoriais têm em comum com os dados corporativos é que a prevenção está melhorando mais rápido que a recuperação baseada em backup. As taxas de criptografia caíram nos dois setores, enquanto o uso de backups caiu ou ficou parado. Essa distância entre a maturidade da prevenção e a maturidade da recuperação é, na nossa visão, onde moram os pagamentos de resgate.

O que o relatório da Sophos recomenda (e onde daríamos mais peso)

Os relatórios principal e corporativo terminam com as mesmas quatro recomendações:

  • Prevenção: eliminar as causas raiz técnicas e operacionais que o relatório identifica.
  • Proteção: segurança de base forte, com os endpoints (incluindo servidores) bem defendidos, inclusive com proteção dedicada anti-ransomware capaz de deter e reverter criptografia maliciosa.
  • Detecção e resposta: detecção e resposta a ameaças 24 horas por dia, por meio de um provedor de detecção e resposta gerenciadas (MDR) se faltarem recursos ou habilidades internamente.
  • Planejamento e preparação: um plano de resposta a incidentes que a equipe saiba muito bem acionar, além de backups de qualidade e prática regular de restauração de dados a partir deles.

Tudo correto. Os backups estão lá, em uma frase dentro de planejamento e preparação. Diante dos números de backup das empresas, daríamos mais peso à recuperação do que isso:

A própria arquitetura de recuperação precisa ser modernizada, e não apenas defendida.

Um ambiente de backup projetado para se recuperar de falhas de hardware e exclusões acidentais não é o mesmo que um projetado para se recuperar de um adversário que já está dentro da rede e vai primeiro atrás dos backups. O primeiro é um problema de redundância. O segundo é um problema de arquitetura. Praticar restores é necessário, mas não adianta se o atacante consegue alcançar os backups com os quais você praticou.

A lacuna de confiança no backup: o que medir em vez disso

Se você for tirar uma única mudança operacional dos dados da Sophos de 2025, que seja esta: pare de tratar a taxa de sucesso dos backups como a sua métrica de recuperação e comece a medir a confiança no backup.

A taxa de sucesso dos backups é a métrica que o seu software de backup entrega de graça. Ela responde a uma pergunta: o job foi concluído? Sozinha, não é um indicador de recuperação. Achamos que a distância entre o que o dashboard mostra e o que um incidente entrega é parte do que a queda de 20 pontos na recuperação baseada em backup reflete.

A confiança no backup faz outras perguntas:

  • Conseguimos restaurar os sistemas de nível 1 a partir de storage imutável dentro do RTO declarado, hoje, em condições de ataque?
  • Nossos procedimentos de recuperação funcionam quando os provedores de identidade de produção estão comprometidos?
  • Validamos que as nossas políticas de retenção não podem ser modificadas por nenhuma credencial do ambiente de produção?
  • Monitoramos a telemetria do sistema de backup em busca de comportamento adversário, e não apenas da conclusão dos jobs?
  • Quando perguntam à equipe de resposta a incidentes "devemos pagar?", qual é a base técnica para a resposta?

Essas perguntas têm respostas. Muitas empresas ainda não conhecem as suas.

O que tiramos dos dados da Sophos de 2025

Lendo os relatórios por completo, a história que vemos é esta.

As organizações ficaram significativamente melhores em deter o ransomware antes que ele criptografe os dados. É uma melhora real, e merece reconhecimento.

Mas a camada de recuperação, a promessa de que as organizações nunca teriam de pagar porque poderiam restaurar a partir de backups limpos, está carregando menos peso. Nos dados corporativos, a queda de 20 pontos na recuperação baseada em backup é a fumaça. Achamos que a lacuna de arquitetura por baixo é o fogo.

Para empresas de setores regulados, que operam ambientes híbridos complexos ou que simplesmente não estão dispostas a financiar a próxima campanha de ransomware, esta é a conversa a ter agora. A pergunta não é "temos backups?". É esta: a nossa arquitetura de backup sobrevive a um adversário real, e conseguimos provar isso antes de precisar?

Como a BackupSec aborda a lacuna de confiança

Na BackupSec, partimos da premissa de que os ambientes de backup precisam ser observáveis e testados em condições adversas, e não apenas funcionar em condições normais. Três dos nossos serviços se relacionam com as falhas acima:

  • O ZeroMON monitora o Veeam Backup & Replication: saúde dos jobs, desvios de configuração com uma trilha Forensic & Audit de quem mudou o quê e quando, um checklist do Security Analyzer, relatórios e um honeypot no appliance de monitoramento. Mostra o status de imutabilidade conforme as próprias configurações de repositório do Veeam o informam; lê a configuração do Veeam e não verifica os bloqueios em nível de objeto no storage. Os alertas são enviados por e-mail e por notificação no próprio aplicativo. O ZeroMON é implantado on-premises como OVA e conecta-se com uma conta somente leitura, e nada do que ele coleta é enviado para a BackupSec nem para terceiros.
  • O ZeroTAM dá à sua equipe um consultor dedicado de segurança de backup para revisões de arquitetura, planejamento de recuperação contra ransomware, planejamento de capacidade e suporte prioritário em crises. É um serviço de consultoria, e não um software, e responde diretamente aos resultados sobre falta de expertise e falta de capacidade acima.
  • O ZeroPEN é um teste de penetração orientado a ameaças do Veeam Backup & Replication, do Veeam ONE e do Enterprise Manager. Simula uma kill chain de ransomware mapeada no MITRE ATT&CK em oito etapas: acesso inicial, descoberta e inventário, abuso de credenciais, comprometimento do servidor Veeam, acesso ao repositório, neutralização do backup, simulação de exfiltração e prova de capacidade de criptografia. É não destrutivo: o ZeroPEN "never deletes real backups, performs real encryption, or stops production or backup services" (nunca apaga backups reais, nunca executa criptografia real nem interrompe serviços de produção ou de backup). O trabalho também inclui verificação da integridade de restore e da imutabilidade, e termina com um pacote de relatórios pronto para auditoria e um reteste para as descobertas críticas.

Não substituímos a sua plataforma de backup. Ajudamos você a enxergar e testar a que você já opera.

Os 53% dos dados corporativos da Sophos não são um destino. Na nossa visão, refletem arquiteturas de backup construídas para outro tipo de ameaça.

Fale com a BackupSec sobre a segurança do seu backup →

Esta análise se baseia no relatório State of Ransomware 2025 da Sophos, no relatório State of Ransomware in Enterprise 2025 e nos relatórios setoriais de 2025. A interpretação é da própria BackupSec. A Sophos já publicou The State of Ransomware 2026; este artigo trata dos dados de 2025. Para conversar sobre como esses resultados se aplicam ao seu ambiente, fale com a nossa equipe →

Fontes · 15

Sophos · Veeam · CISA · US Treasury

Perguntas frequentes

O relatório State of Ransomware da Sophos é uma fonte confiável?

É uma das maiores pesquisas anuais sobre ransomware, e é transparente quanto à sua amostra. A edição principal de 2025 cobre 3.400 líderes de TI e cibersegurança em 17 países cujas organizações foram atingidas por ransomware, de organizações com 100 a 5.000 funcionários. A edição corporativa cobre os 1.733 deles que vêm de organizações com 1.000 a 5.000 funcionários. A Sophos descreve a pesquisa como independente e neutra em relação a fornecedores, encomendada pela Sophos e conduzida por um especialista terceirizado entre janeiro e março de 2025; a edição da Sophos para o varejo identifica essa empresa como a Vanson Bourne. Vale ter em mente dois limites: a Sophos vende produtos de segurança e suas recomendações apontam para eles, e os dados são declarados pelas próprias vítimas, portanto mostram o que aconteceu, e não por quê.

Por que o uso de backups caiu, se os backups deveriam ser a solução contra o ransomware?

A pesquisa não diz. Ela registra como os dados foram recuperados, e não por que os backups foram ou não usados. A leitura da própria Sophos é "weaknesses and lack of backup resilience" (fragilidades e falta de resiliência dos backups), e perto de um terço (30%) das empresas com dados criptografados usou outros meios, como shadow copies ou rollback do endpoint. A nossa interpretação acrescenta três fatores: infraestrutura de backup comprometida junto com a produção (nos dados da Sophos de 2024, 94% das vítimas disseram que os atacantes tentaram comprometer seus backups), backups que passam nas verificações dos jobs mas falham em restores reais, e equipes sobrecarregadas demais para testar a recuperação em condições de ataque. A queda não é uma condenação do backup como conceito. É uma condenação da forma como muitos ambientes de backup são arquitetados.

Pagar o resgate garante a recuperação dos dados?

Não. O FAQ de ransomware da CISA diz que algumas vítimas pagam para recuperar seus arquivos, "but there is no guarantee that they will recover their files if they do" (mas não há garantia de que recuperarão os arquivos se pagarem). O pagamento também pode gerar exposição jurídica: o OFAC, do Tesouro dos EUA, alertou em seu comunicado de setembro de 2021 que empresas que facilitam pagamentos de ransomware "not only encourage future ransomware payment demands but also may risk violating OFAC regulations" (não apenas estimulam futuras exigências de pagamento de ransomware, como também podem correr o risco de violar as regulamentações do OFAC), e que o governo dos EUA desaconselha fortemente o pagamento. Uma arquitetura de backup que você testou em condições de ataque é a alternativa ao pagamento que está sob o seu controle.

Como as empresas devem agir diante desses resultados?

Comece validando a sua arquitetura de backup atual em condições adversas, em vez de supor que ela resiste. Especificamente: você consegue restaurar os sistemas de nível 1 dentro do RTO declarado quando a identidade de produção está comprometida? As suas políticas de retenção podem ser modificadas por alguma credencial de produção? Pelo menos uma cópia de cada conjunto de dados crítico é de fato imutável e isolada? Se você não consegue responder a essas perguntas com certeza hoje, essa é a primeira lacuna a fechar.